ALOHA! Como é passar uma semana de luxo no Havaí? Eu te conto, migo.

Quando Lulu Santos disse à garota que iria pra Califórnia viver a vida sobre as ondas, não sabia que o sonho do pessoal da California é… ir morar no Havaí! Há alguns meses (Out/2017) fiz uma trip para a Big Island e conheci muitos californianos que se mudaram para lá, e dizem ser mais felizes trabalhando no resort de luxo em que fiquei hospedada, o Four Seasons de Hualalai, do que nas proximidades de Hollywood. Abaixo conto mais sobre o ziriguidum desse lugar, e como foi fácil me sentir rhyca por uns dias.

Agradecimentos especiais para a super fotógrafa e parceira de viagem, Adriana Ziemer.

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Vamos contextualizar a parada: estamos em outras águas, mas ainda na América

O Hawaii é um grupo de ilhas vulcânicas localizadas no Oceano Pacífico, entre a Califórnia, nos Estados Unidos e, mais distante, Manila, capital das Filipinas.

Povoadas originalmente por polinésios, há cerca de 15 mil anos, o território foi anexado pelos Estados Unidos em 1898, e por sediar a base naval Pearl Harbor, atacada pelos japoneses em 1941, marcou a entrada do país na Segunda Guerra Mundial. Ainda que ativistas defendam os povos nativos questionando a ocupação americana, o Hawaii é considerado um estado norte americano desde 1959. O Presidente Obama nasceu na capital Honolulu, em 1961, e isso faz dele an American (quer Trump queira ou não).

O Aloha é muito good vibes

Além do Hang Loose dos surfistas, o Havaí é também a terra que deu origem ao Aloha. Você acorda e ouve “Aloha! Good morning!”. Você liga na recepção: “Aloha! How can I help you today?”. Passa por locais a noite e mais uma vez o “Aloha” vem seguido de um sorriso gentil. A expressão havaiana, usada como introdução em qualquer diálogo, carrega o desejo de amor, paz, e boas energias de quem a pronuncia para quem a recebe. Ou seja, quando no Havaí, estamos sempre envoltos nessa harmonia… É tipo o “axé” da nossa Baêa, sabe?

Quando até os golfinhos dão “Aloha” ao te ver chegar.

Ps. Humanos empolgados, abaixe o som.

Ulá-ulá de lá… Como é o verdadeiro luau haviano

Com todo meu respeito e amor ao Cumpade Washington, às Sheilas, e ao CD do É o Tchan no Havaí, vamos falar sobre o verdadeiro luau. Para os havaianos, luau é sinônimo de festa, uma ocasião para unir as pessoas e celebrar datas especiais.

Participar de um luau lá significou ver a famosa dança hula, que simboliza a conexão com os deuses havaianos, uns moços demonstrando intimidade com facas & fogo (Fire Knife Samoa Dance), ao som de música tocada no ukelele, um instrumento que se assemelha a um pequeno violão (cê sabe do que eu tô falando), trazido às ilhas por portugueses no século XIX. As mulheres usam e distribuem o famoso colar de flores entre elas, e os homens nativos fazem o mesmo entre seus pares – a única diferença está na composição do badulaque masculino, que ao invés de flores carrega sementes de noz moscada.

O jantar incluía um porco feito no método “Kalua”, um jeito primitivo de cozer a carne, que é coberta com folhas de bananeira, e assada por horas sobre pedras colocadas na areia; o “forno” subterrâneo leva o nome de “imu”. Sim, dá dó vê-lo inteirão lá pegando fogo, mas o porquíneo desmancha na boca num grau…!

Chorem nesses rebolados, Sheilas.

Snorkeling onde morreu o Capitão James Cook

Há um ponto de snorkeling muito bacana em Kona, que me surpreendeu com espécies exóticas, como um peixe trombeta amarelo, e até um bebê tubarão – sem a mãe, vale dizer – descansando debaixo de um coral, a cerca de dois metros da superfície!

Esqueci que o moço que se voluntariou a filmá-lo pra mim era americano.  “Conseguiu?!”, eu pergunto ao final do vídeo. Óbviamente fiquei no vácuo.

O ponto fica próximo ao Monumento que homenageia o Capitão James Cook, um dos navegadores mais importantes da história do desenvolvimento da geografia. O britânico chegou ao Hawaii em 1779 e foi o primeiro europeu a pisar nas ilhas. Mas sua passagem por lá foi bem peculiar… Ele foi confudido como um Deus pelos nativos, por ter chegado em meio à um Festival de vocação religiosa e ser o único homem branco com o qual tiveram contato até então. Segundo a história que os californianos queimadões de sol que conduzem o passeio até o local me contaram – em tom de orgulho -, ao perceberem que Cook não era imortal, e depois de vários confrontos, os locais o assassinaram com uma faca que o próprio navegador os deu de presente! PARECE QUE O JOGO VIROU, NÃO É MESMOM? Essa foi a terceira e, portanto, última grande viagem do navegador.

Um break da aula de história da navegação.

O poke raiz!

Hoje em dia é mais comum ver restaurantes oferecendo poke, o prato haviano que consiste em uma base de arroz (cozido tipo japonês), coberta por cubos de peixe crú e temperos como molho de soja, cebolinha e gergelim. No ocidente, é como se fosse uma desconstrução do sushi, mas a história conta que essa era uma refeição muito comum entre os povos nativos das ilhas vulcânicas do Hawaii. Eu comia o atum ahi, aquele de carne avermelhada, dentro do poke com avocado (o abacate menorzinho, mais adocicado) e algas, todo santo dia… De longe, o melhor atum que já comi na vida! Imperdíveis também são: a lichia local, geralmente servida no café da manhã, de casca verde e interior mais doce do que a que costumamos achar no Brasil, os chocolates com macadâmia (grandes, super crocantes e deliciosas) e o café produzido nas ilhas, que por ter uma produção pequena, é considerado um dos mais caros do mundo.

BONS DRINKS: Para o happy hour na(s) piscina(s) – cada dia descobria uma nova no rolê e cheguei a pensar que tava bêbada vendo coisa -, vá de Mai Tai, drink polinésio adaptado para essas areias, feito à base de rum, licor de laranja, suco de abacaxi e syrup.

Eu e minha irmã sendo maduras na piscina “Adults Only“.

Mergulho noturno com dinossauros que tem nome de gente

Eu amo fazer scuba diving e snorkeling, mas essa foi uma experiência única (pra não dizer foda mesmo). As manta rays são animais que podem chegar a medir 9 metros, pesar 2 toneladas, e viver até os 50 anos. Se corpo é pura cartilagem, e possuem o maior cérebro de todos os peixes. Tendo a gostar de cabeçudos e achei essa informação relevante.

Amanda Denti - Mergulho com manta rays
Tinha mais de uma “Amanda” no rolê

Em Kona, região do Hawaii onde fiquei hospedada, elas começaram a se aproximar da costa depois da construção de um hotel que projetava uma luz azul na piscina, que era refletida no mar… Essa luz estimulou a produção de plâncton, o único alimento das raias. Hoje são cerca de 265 mantas catalogadas na região, e cada uma tem nome próprio, como minha xará “Amanda” (que deslizava na água com a filhinha sobre uma das suas nadadeiras), a  “Dory” e o “Elvis”. Elas são identificadas individualmente pelas manchinhas pretas que carregam na barriga branca.

À noite, nessa área, muitos barcos dividem espaço para projetar uma luz semelhante à do hotel na água, e isso faz elas se aproximarem da superfície. Os turistas entram no mar, e tudo que precisam fazer para assistir, possivelmente, ao ballet mais bonito das suas vidas, é se apoiarem em uma bóia coletiva, olhando pra baixo, e controlando a empolgação para não fazer movimentos bruscos com os pés (para que elas não se assustem, são do bem). O espetáculo dura cerca de 40 minutos, com elas nadando e se revezando a poucos centímetros dos seus olhos. No começo pode até ser meio assustador, de tão próximos que estamos delas, que mais parecem dinos.

Nesse vídeo dá pra ver mais detalhes, e ouvir a gente falando baleiês também.

Vamos falar de coisa boa, vamos falar de massagem lomi lomi

Sou dessas que se a vida permiti$$e, receberia massagem todo dia. A massagem típica aqui é chamada de lomi lomi e consiste em movimentos progressivos, feitos para “imitar o movimento do mar”, como explicou meu massagista, um senhor (Miyagi) com mais de 60 anos que se debruçou, aplicando movimentos intensos e leves, com mãos e cotovelos, sobre minhas costas e pernas durante 60 minutos super relaxantes. Sai de lá com energias renovadas e um segundo agendamento para o dia seguinte, é craro. As massagens podem ser feitas na praia ou no spa do hotel – um labirinto de cabanas de palha climatizadas, individuais, cercadas por um jardim de inverno, que também abriga jacuzzis, saunas, e um percurso para caminhadas sobre a água, derramada de um muro de pedras naturais e que te faz sentir no meio de uma floresta nativa. Bem mara.

E esse post nem é jabá… Quem dera fosse, Deus te ouça, amém Jesus.

Four Seasons - Spa 2Four Seasons - Spa

Outros mimos de rhyco

A verdade é que o serviço de luxo de um resort desse gabarito pode ser prejucial porque fica difícil voltar à realidade depois do check out. Outros exemplos de como funciona a vida mimada:

  • Ao lhe ver chegando para relaxar em uma das piscinas (são quatro, distantes entre si e com diferentes propostas) ou na praia (frequentada apenas por hóspedes), um funcionário já começa a preparar o seu “bangalô privativo”. Os colchonetes e travesseiros das duplas de cadeiras são forrados com toalhas limpas, e uma cobertura extensível, fazendo a função de guarda sol reclinável, te protege do sol – ou não, fica a gosto do cliente. Os menus de drinks e comida são entregues, e a água gelada é depositada constantemente no seu copo, antes mesmo do gelo derreter, antes mesmo de você pensar em pedir;
  • Ah! Seu óculos de sol deu aquela embaçada? Não se preocupe; cerca de duas vezes ao dia, um funcionário oferece ajuda para limpar as suas lentes com produtos adequados. Enquanto o serviço é feito, aliás, ele ou ela lhe perguntam se você gostaria também de receber um spray de água thermal no rosto, para refrescar e hidratar a pele… hahaha SÉÉÉRIO! Quem negaria? Eu nunca.
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Um pôr do sol no Havaí é um pôr do sol no Havaí, né, migos?

Também são oferecidos aos hóspedes amigos do Trump serviços para a prática de golfe (campo oficial com 18 buracos), voos de helicóptero sobre um dos vulcões mais ativos do mundo, passeios de caiaque, à cavalo, equipamentos de surf, e um grande tanque natural de água salgada para mergulhar com tartarugas e outras espécies marinhas da fauna da ilha… Mas honestamente? Se você colocar o óculos e der umas pernadas, poderá vê-los no seu verdadeiro habitat natural, que também fica logo ali, em frente à sua varanda.

É peixe que cê quer? Então toma!

Enfim.

Nessa caminhada aí da foto, no meu último dia nesse paraíso, e depois de uma aula de meditação particular com uma californiana que mudou pra Kona Beach pra trabalhar no Resort, eu só pensava que o Lulu Santos tava mesmo errado… Garotas, garotos, pessoal que prefere não decidir se é garota ou garoto, venham para o Havaí!

Amanda Denti - Caminhada em Kona Beach após aula de meditação oferecida pelo Resort

Serviço

  • Quando ir? Só existem duas estações do ano no Hawaii, que tem clima tropical: o verão, de maio a outubro, e o inverno, de novembro a abril. Os surfistas preferem as ondas do inverno, mas a média de temperatura no ano é de 27ºC.
  • Onde ficar? Fiquei hospedada no Four Seasons Resort Hualalai (https://www.fourseasons.com/hualalai), que oferece diárias em quartos de frente para o mar a partir de 1500 dólares. Alimentação, bebidas e passeios não estão inclusos nesse valor. A massagem lomi lomi no SPA, por exemplo, dura 50 minutos e custa 180 dólares.

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  • Como chegar? Várias linhas operam voos de São Paulo até o Kona International Airport, como Avianca, Delta, American Airlines, United Airlines e Air Canada. As escalas geralmente são feitas em Los Angeles, e dá pra achar passagens de ida e volta na classe econômica por cerca de 4 mil reais. Voei de American, pela primeira e possivelmente última vez na First Class – soube que custou 17 mil Temers o ticket ida e volta, e como apenas soube, nem preciso dizer que foi um presente. Farei post em breve sobre essa experiência, inclusive.

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